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Brasília - O Legislativo é
o poder mais atrasado quando o assunto é políticas para
o combate à homofobia e reconhecimento dos direitos civis dos
homossexuais, na opinião da deputada federal Cida Diogo
(PT-RJ), coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania GLBT
(sigla correspondente a gays, lésbicas, bissexuais e
transgêneros).
“O Poder Judiciário
já avançou um pouco reconhecendo algumas situações
de união civil e autorizando a adoção de
crianças. O Executivo também avançou, criando a
primeira conferência GLBT do mundo. O único poder que
não conseguiu aprovar uma lei foi o Legislativo”, constata a
deputada.
Ela aponta que uma das
principais preocupações dos setores religiosos do
Congresso é que a lei que criminaliza a homofobia acabe
atingindo igrejas que encaram o fato como um problema espiritual.
“Eles, muitas vezes,
tentam trabalhar a questão como se a pessoa precisasse de
apoio espiritual para deixar de ser homossexual. E aí eles têm
medo de que, com a lei, eles possam ser punidos”, explica,
acrescentando que o assunto vem sendo negociado e o projeto deve
seguir os moldes da Lei Caó, que pune o preconceito racial.
A aprovação
da lei de criminalização da homofobia vem sendo
articulada também pelo Executivo, por meio da Secretaria
Especial de Direitos Humanos (SEDH).
De acordo com Perly
Cipriano, subsecretário de Promoção e Direitos
Humanos da SEDH, essa medida associada a outras como os centros de
combate à homofobia, a capacitação de policiais
e os núcleos de estudos universitários criados pela
secretaria, são políticas públicas implementadas
pela SEDH para combater a discriminação.
“Para consolidar a
democracia, e atender a todos nós, precisamos batalhar contra
o machismo, o racismo, a xenofobia e todas as outras formas de
preconceito. Mas a homofobia é a mais difícil, porque
um pai não discrimina seu filho por causa da cor da pele, mas
discrimina por causa da homossexualidade”, exemplifica.
A 1ª Conferência
Nacional GLBT acontecerá de 5 a 8 de junho em Brasília.
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