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Rio de Janeiro - O secretário do
Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou hoje (19) que a
Amazônia “não vai virar carvão". Ele chegou ao Rio, vindo de Paris, e amanhã se reúne em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva.
"A gente
vai manter para a Amazônia não só a política
que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de
sua equipe, que já se colocou à disposição.
Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não
havia feito e que esperamos ter condições de
realizar”, disse Minc.
A declaração
tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação
à situação da Amazônia após a saída
da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.
Minc disse que
percebeu, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros ainda em
Paris, que a primeira sinalização em âmbito
internacional como reflexo do afastamento de Marina Silva foi a de
que a Amazônia ficaria indefesa, uma vez que para a imprensa
internacional “a defensora da Amazônia” estava saindo do
ministério e, portanto, a região ficaria “entregue”.
“Eu falei com a
imprensa estrangeira, e uma das primeiras perguntas que eles fizeram
foi 'Qual a garantia que o mundo teria de que a Amazônia não
seria devastada, uma vez que a sua principal guardiã, depois
de várias derrotas e enfraquecimentos, havia jogado a
toalha?'”
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