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José Cruz/ABr
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Brasília - Morador da cidade do Paranoá (DF), Raimundo Nonato Ribeiro da Silva recebe atendimento gratuito de estudantes de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) que comemora Semana Brasileira de Enfermagem
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Brasília - Os moradores da
cidade-satélite do Paranoá (DF) puderam aproveitar a
manhã de domingo para cuidar da saúde. Dezesseis
estudantes do 5º semestre da Faculdade de Enfermagem da
Universidade de Brasília (UnB) promoveram o Hiper Dia do
Cuidado no Paranoá, como forma de comemorar a 69ª Semana
Brasileira de Enfermagem, que termina terça-feira (20).
Um
deles é Raimundo Nonato da Silva. Aos 64 anos, ele intercala
períodos em que mora com a irmã no Paranoá e em Cristino Castro (PI), sua terra natal, para garantir o sustento
de três dos oito filhos que ainda moram com ele, dos netos e da
bisneta.
Quando está no Distrito Federal, ele trabalha em uma
feira e carrega nas costas todos os dias uma bolsa com cerca de dez quilos de garrafas com preparados medicinais à base de plantas
(chamadas "garrafadas"). Depois de medir a pressão
arterial no evento, ele foi orientado a buscar outra ocupação,
já que foi constatada hipertensão arterial e o trabalho o prejudica.
“A moça falou que a
pressão está um pouco alta, 15 por 10, porque venho
carregando muito peso. Agora vou cuidar também da vista,
porque [com] a esquerda eu não enxergo quase nada, só vejo
vultos”, conta. “A vista da
gente é uma coisa tão importante, então tenho fé
em Deus que agora vou melhorar”.
O evento é, na
verdade, uma avaliação dos alunos de enfermagem. As
professoras Ana Beatriz Vieira e Cristiane Dezoti Vivanco
supervisionaram todas as atividades, que foram preparadas, na
íntegra, pelos estudantes.
“O que eles aprenderam ao
longo do semestre, terão que transferir essa informação
para a comunidade que a gente observa que tem carência. Então trabalhamos com algumas
doenças crônicas como diabetes e hipertensão,
trazendo para a comunidade fatores de promoção da saúde
e prevenção dessas doenças”, detalha Ana
Beatriz.
Outras atividades, como capoterapia e oficinas de
massagem, também foram oferecidos à população.
Segundo a professora Ana Beatriz, nas edições
anteriores do evento, a média de atendimentos foi entre 200 e
700 pessoas, média que se manteve hoje.
"É uma
troca de saberes, porque a comunidade traz o seu saber e a gente
também contribui com esse acréscimo de saber para a
comunidade, fazendo com que se construam cidadãos mais
responsáveis e mais compromissados, por criarem uma
co-responsabilidade com sua saúde”, disse.
A
estudante Natália Manzi foi a coordenadora dos alunos e, para
ela, foi uma grande experiência. “Nós, como futuros
profissionais de enfermagem, temos que aprender a educar o povo. O
enfermeiro, acima de tudo, é um educador. A gente tem que
focar na saúde da pessoa e não na doença, então
também temos que saber promovê-la quando formos tratar
dela”, resume.
Com o tema Saúde,
Poder e Cidadania, a Associação Brasileira de
Enfermagem (Aben) organizou um caderno de dicas para que cada
comissão regional da associação possa organizar
seminários, conferências, palestras e oficinas com
diversos pontos de reflexão que se desenvolvem a partir do
tema.
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