O presidente do
Equador, Rafael Correa, disse que vai renunciar se for comprovado
algum vínculo entre o governo e as Forças Armadas
Revolucionárias de Colômbia (Farc). A informação
é da BBC Brasil.
"Se eu tenho a menor relação
com as Farc, como candidato ou como presidente, coloco à
disposição do povo equatoriano e de toda América
Latina meu cargo como presidente”, afirmou Correa ontem (17) em seu
programa semanal de rádio, transmitido a partir de Lima, onde
ele participou da 5ª Cúpula América Latina, Caribe
e União Européia.
Na última quinta-feira,
a Interpol informou que a polícia colombiana não
alterou os documentos que, de acordo com o governo da Colômbia,
vinculam Correa e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, à
guerrilha.
A denúncia foi feita a partir da análise
de computadores apreendidos no ataque das Forças Armadas da
Colômbia contra um acampamento das Farc, em território
equatoriano. Na ocasião, foram assassinados Raul Reyes, da
cúpula das Farc, e outros guerrilheiros.
O governo de
Álvaro Uribe diz que nos documentos há registros de que
as Farc financiaram parte da campanha eleitoral presidencial de 2006.
Correa nega.
"Não estamos falando de dois
compadres que brigaram, estamos falando do primeiro bombardeio na
história da América Latina com bombas inteligentes a um
país irmão. Pela primeira vez na América Latina,
um conflito se exporta aos demais países", disse Correa
pouco depois, desta vez em entrevista coletiva.
"Aqui,
houve um agressor e um agredido, e em vez de pedir perdão,
continuou uma campanha midiática irresponsável que nos
vinculou às Farc", acrescentou. Correa disse que não
dá importância às conclusões da Interpol.