A versão final da Declaração
de Lima, assinada pelos chefes de Estado e governo que participaram
da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União
Européia, encerrada ontem (17), expressa preocupação com o impacto do
aumento dos preços dos alimentos.
O texto reitera o
compromisso dos países com políticas para a erradicação
da fome e a luta contra a pobreza. “Estamos de acordo que são
necessárias medidas imediatas para ajudar os países
mais vulneráveis e as populações afetadas pelos
preços dos alimentos”.
Os líderes afirmam
estar convencidos de que, a médio e longo prazo, uma resposta
duradoura para a atual crise requer ações coordenadas
da comunidade internacional pelo fortalecimento das capacidades
agrícolas e desenvolvimento rural para satisfazer a crescente
demanda.
A conclusão da Rodada Doha da Organização
Mundial do Comércio (OMC), que trata de liberalização
comercial, aparece na declaração. “Reiteramos nossa
vontade de alcançar um resultado ambicioso, compreensivo e
equilibrado”. Neste fórum, o G-20, grupo liderado pelo
Brasil, cobra dos países ricos a redução dos
subsídios na agricultura.
A exemplo da cúpula
anterior, realizada em 2006, o texto expressa apoio às forças
de paz da Organização das Nações Unidas
(ONU) no Haiti, comandadas pelo Brasil.