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Brasília - O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que será empossado na próxima terça-feira (27), disse hoje (19) que pretende recuperar para a pasta cerca de R$ 900 milhões que atualmente são contingenciados. O dinheiro vem de royalties do petróleo e do uso de água pelo setor de energia, por exemplo.
Segundo Minc, por ano, o MMA teria direito a cerca de R$ 1 bilhão de lucros do petróleo e uso dos recursos hídricos pelo setor energético, mas somente 10% são encaminhados para a área.
“É preciso que se dê aquilo que é devido por lei ao MMA. Entendi que eles [o presidente e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef] viram com muita simpatia que esses recursos venham a ajudar positivamente”, afirmou Minc ao sair de sua primeira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o convite para assumir o lugar de Marina Silva no MMA.
Minc disse que pretende utilizar parte desses recursos em um “plano nacional de saneamento ambiental” que em 10 anos aumente de 35% para 75% o total de domicílios atendidos por coleta e tratamento de esgotos no país e que demandará “recursos vultosos”.
“Foi garantido pelo presidente Lula que, progressivamente, esses recursos iriam compor políticas de saneamento e de preservação da Amazônia. Não se chegou a um valor para o primeiro ou segundo mês, mas ficou garantido que boa parte vai para projetos ambientais”, afirmou.
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