Elza Fiúza/ABr
|
Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa de encontro de prefeitos para comemorar um ano de criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
|
Brasília - Até o final de
junho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira, divulgará o Índice de Desenvolvimento da Educação
(Ideb) de 2007. A partir desses dados será possível
medir a eficácia do Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE). Foi o que disse, na manhã de hoje (19) o ministro da
Educação, Fernando Haddad, na cerimônia do
aniversário de um ano do PDE.
Os municípios
que registraram em 2005 as piores notas no índice ganharam
prioridade no atendimento e repasse de verbas do PDE. Hoje, foram
firmados 448 convênios com municípios prioritários,
o que representa investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão. Em 2005, a média nacional nos anos iniciais do ensino fundamental ficou em 3,8 pontos, numa escala que vai até 10 pontos. O objetivo é elavar o índice para 6. Nas redes municipais, o Ideb varia de 1 a 6,8 pontos.
“As metas de
quantidade nós estamos cumprindo de acordo com o cronograma do
plano. É mais fácil você instalar escolas
técnicas em todo o país, aumentar as matrículas
nas universidade públicas, do que garantir que a escola
pública ofereça ensino de qualidade. A partir do mês
que vem nós vamos saber se o esforço que foi
empreendido até aqui se reverteu em melhoria dos indicadores”,
afirmou o ministro.
Entre os avanços
do PDE, Haddad destacou a elaboração de 2.800 Planos de
Ações Articuladas (PAR), que identificam as principais
deficiências de cada rede educacional, além da adesão
de todas as universidades federais ao Programa de Apoio a Planos de
Reestruturação e Expansão das Universidades
Federais (Reuni). Haddad atribui a demora na implementação
de algumas ações, como o Saúde na Escola, ao
envolvimento de outros ministérios.
“Com o corte da CPMF
o orçamento do Ministério da Saúde ficou abalado
e o programa teve que ser redimensionado para um orçamento
menor”, justificou o ministro. Apesar do PDE englobar mais de 40 programas,
Haddad afirmou que todos eles são rigorosamente acompanhados.
“Nós estamos monitorando 100% do tempo essas ações,
identificando gargalos e desatando nós, para que todas as metas
sejam cumpridas”, garantiu.
De acordo com o
ministro, os municípios que não apresentarem melhora no
Ideb, com relação a 2005, não serão
punidos ou terão verbas suspensas. “A variável de
ajuste do PDE não é mais ou menos recurso, mas mais ou
menos autonomia. Se com a autonomia que a escola tem ela não
está conseguindo cumprir a meta, nós precisamos nos
reaproximar para repactuar os compromissos de qualidade”, disse Fernando Haddad.