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Brasília - O futuro ministro do
Meio Ambiente, Carlos Minc, manifestou hoje (19) a intenção
de criar um programa para manter e ampliar áreas de proteção
ambiental na Mata Atlântica com recursos internacionais. Ele também defendeu mudanças na legislação para permitir aos estados assumirem uma parte do licencimento ambiental.
A
iniciativa para a Mata Atlântica seria semelhante ao Programa Áreas Protegidas da
Amazônia (Arpa), supervisionado pelo Ministério do Meio
Ambiente e mantido com doações de vários países,
do banco alemão KFW, de fomento ao meio ambiente, e do Fundo
para o Meio Ambiente Global (GEF), ligado ao Banco Mundial.
”Está
na hora de abraçar a Mata Atlântica, de criar o Arpama:
o Arpa da Mata Atlãntica, que é o segundo bioma mais
ameaçado do planeta”, afirmou.
A declaração
foi feita por Minc ao desembarcar no aeroporto de Brasília
para sua primeira reunião com o presidente Luís Inácio
Lula da Silva.
Minc disse que deve
apresentar essa proposta e também a de ampliação
dos recursos internacionais aplicados no Arpa no próximo dia
29, durante a Conferência das Nações Unidas sobre
Biodiversidade (COP-9), em Bonn (Alemanha).
Ele também
voltou afirmar que o Ministério do Meio Ambiente deve atuar
mais no cenário urbano, participando de um plano nacional que
garanta a ampliação da cobertura do saneamento básico
dos atuais 35% para 75% da população no país em
10 anos.
“Temos 25 milhões
de pessoas morando na Amazônica e outros 115 milhões
estão cercados de lixo, esgoto e poluição
ambiental”, disse.
À tarde, ao conversar com os
jornalistas após o encontro com a ex-ministra Marina Silva, o
atual secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro defendeu a
regulamentação do Artigo 23 da Constituição
Federal, que define competências da União, estados e
municípios em várias áreas, inclusive a de
proteção do meio ambiente.
Segundo ele, a
regulamentação permitiria delegar aos estados uma parte
do licenciamento ambiental, agilizando os processos. “Eu acho que
isso vai agilizar o processo de licenciamento, passando para os
estados o que eles puderem fazer”.
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