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19 de Maio de 2008 - 16h35 - Última modificação em 19 de Maio de 2008 - 16h35


Subsídios influem pouco no preço dos alimentos, diz subsecretário norte-americano

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O efeito dos subsídios agrícolas norte-americanos na alta dos preços dos alimentos é muito pequeno. A afirmação foi feita hoje (19) pelo subsecretário de Programas Agrícolas e Assuntos Internacionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, Mark Keenum, que está no país para a 3ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil – Estados Unidos.

Keenum afirmou que são vários os problemas que interferem na alta dos alimentos, como a “oferta fraca” e a “demanda forte”, além dos efeitos climáticos, que geraram redução na produção de trigo e arroz, por exemplo. Mas ressaltou que seu país vem batendo recordes em produção, destinada tanto para o abastecimento alimentício como para a produção de combustível.

Citando como exemplo o milho, considerado um dos grandes vilões ao marketing dos biocombustíveis, ele disse que os EUA produziram, no ano passado, mais de 13 bilhões de sacas do produto, um recorde histórico. Segundo ele, mesmo subtraindo-se o volume utilizado para a fabricação de etanol, a produção ainda é muito superior à demanda interna.

O subsecretário norte-americano disse já ter visitado usinas de cana-de-açúcar, refinarias de etanol e lavouras de soja desde que chegou ao Brasil e afirmou que os dois países são os maiores exportadores de alimentos.

O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, do Ministério da Agricultura, disse que, na reunião do comitê, o governo brasileiro marcou sua posição contrária às barreiras ao comércio. “Se não houvesse barreiras aos biocombustíveis, vários países estariam produzindo e fornecendo. Isso ajudaria a combater a pobreza em países da África e da América Latina”, afirmou.

Porto também disse que é importante que se saiba a quem interessa as críticas aos biocombustíveis. Segundo o secretário, a maior interessada é a indústria do petróleo. Ele afirmou que, das commodities estratégicas mundiais, o petróleo é uma das que tem tido os maiores índices de aumento de preço e com maior impacto sobre a economia.

“Sem dúvida, o impacto do petróleo para a inflação no mundo é maior do que o impacto dos alimentos, porque no caso dos alimentos a alta de preços momentânea estimula a produção e, havendo a produção, os preços voltam à normalidade. No caso do petróleo, não há muito mais como estimular a produção, porque ela é finita", avaliou.

Na reunião, ficou acertado pelos representantes dos dois países que uma missão norte-americana virá ao Brasil no mês que vem para verificar as condições sanitárias do rebanho de bovinos e suínos do estado de Santa Catarina, considerado livre da febre aftosa sem necessidade de vacinação. O Ministério da Agricultura pede o reconhecimento também de outros estados, já que, no caso da carne bovina, os catarinenses não são um grande produtor.

Em contrapartida, no entanto, o governo norte-americano pediu que o Brasil reconheça os Estados Unidos como país livre do mal da vaca-louca. A reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil – Estados Unidos segue até amanhã (20).




 


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