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19 de Maio de 2008 - 17h51 - Última modificação em 22 de Maio de 2008 - 11h52


Após leilão de Jirau, Lobão garante não haver mais risco de racionamento no Brasil

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Definido o consórcio vencedor do leilão para operação da Usina Hidrelétrica de Jirau, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que os novos empreendimentos a serem instalados no Brasil dão tranquilidade em relação ao abastecimento energético no futuro.

“Temos um planejamento sólido para o fornecimento de energia a médio e longo prazo, a fim de que os brasileiros não tenham nenhuma dificuldade no futuro. Não trabalhamos com a hipótese de racionamento nem agora nem no próximo ano nem em nenhum momento da vida econômica brasileira”, afirmou Lobão.

O ministro informou que será realizado ainda em 2008 o leilão da Usina de Belo Monte, com capacidade de 11 mil megawatts. Já no próximo mês haverá um leilão de geração de energia a partir de biomassa, com perspectivas de se obter mais 10 mil megawatts.

“O consumidor vai ter uma energia mais barata, assim como as indústrias, o comércio e as prefeituras. Enquanto na Europa a tendência e a prática é de uma elevação substancial no preço da energia, aqui no Brasil estamos tendo queda”, ressaltou Lobão. Ele acrescentou que hidrelétricas, com prazo de prorrogação de operação vencido, serão novamente leiloadas para pssarem a produzir energia a preços mais baratos que os praticados atualmente.

Assim como já fizera na chegada ao leilão, Lobão voltou a destacar a necessidade de maior agilidade do Ministério do Meio Ambiente na concessão de licenças para a construção das usinas: “A [ex] ministra Marina Silva não embaraçava deliberadamente o interesse nacional. Ela defendia com muito ardor o seu setor. Espero que o novo ministro [do meio Mabiente, Carlos Minc] defenda o setor também, mas conceda as licenças mais rapidamente, assim como fazem os países mais desenvolvidos do mundo”.

Segundo o ministro, a “burocracia demoníaca, que ainda governa muitos setores do Brasil”, é a reponsável pelos empecilhos existentes ao desenvolvimento de grandes obras de infra-estrutura.

O leilão da Usina de Jirau foi vencido pelo Consórcio Energia Sustentável do Brasil, composto pelas empresas Suez Energy e Camargo Corrêa e pelas estatais Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A tarifa para venda de energia ficou em R$ 71,40 por megawatt-hora , deságio de 21,6% em relação ao teto estipulado de R$ 91,00.



 


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