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São Paulo -
Quarenta cientistas do
Brasil, de outros países da América do Sul, dos Estados
Unidos e da Europa discutem hoje (19), em Campinas (SP), os rumos do
Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia
(LBA na sigla em inglês).Os especialistas formam o Comitê
Científico do programa.
Estão entre as
prioridades do encontro o debate sobre as formas de captação
de recursos para o programa e o planejamento da Conferência
Científica Internacional. Prevista para os dias 17 a 21 de
novembro, em Manaus, a conferência tem como tema Amazônia
em Perspectiva: por uma Ciência Integrada. Antes da reunião
do comitê, o pesquisador Paulo Artaxo falou para autoridades,
gestores públicos e outros pesquisadores sobre o LBA.
Em entrevista à
Agência Brasil, o presidente do comitê científico
da LBA, Mateus Batistella, explicou o papel do programa. “O LBA é
um grande programa de pesquisas para Amazônia. Tenta se
relacionar através de pesquisas sobre o que acontece no meio,
as mudanças que o homem vem fazendo para atmosfera, o aumento
dos gases e aquecimento global.”
Batistella disse também
que, após uma década de trabalho, o comitê vai
convidar outros profissionais para debater o programa. “A nossa
idéia é trazer outros cientistas que não estão
no programa, inclusive de outras áreas”.
O LBA atualmente é
um programa governamental e teve sua regulamentação
aprovada em setembro de 2007 pelo Ministério de Ciências
e Tecnologia (MCT). O programa é uma iniciativa internacional
liderada pelo Brasil e conta com mais de 130 propostas diferentes de
pesquisa, já executadas ou em execução.
De acordo com
informações do MCT, o programa foi viabilizado em 1998
por meio de acordos internacionais e é uma das maiores
experiências científicas do mundo na área
ambiental.
O presidente do comitê
disse ainda não acreditar em mudanças no Ministério
do Meio Ambiente, com a nomeação de Carlos Minc para o
lugar de Marina Silva. “A primeira perspectiva é do próprio
[presidente] Lula, as políticas continuam”.
Para Batistella, deve
haver uma discussão se as políticas existentes são
suficientes ou não para a preservação da
Amazônia e o que é mais prioritário. “Se
devemos ser mais agressivos nas políticas de crescimento ou de
preservação. Nós esperamos que a Amazônia
não saia de foco.”
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