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19 de Maio de 2008 - 18h44 - Última modificação em 22 de Maio de 2008 - 11h54


Consórcio prevê antecipar operação da Usina de Jirau e minimizar impactos ambientais

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Prevista pelo governo para entrar em operação em janeiro de 2013, a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, deverá ter o seu funcionamento antecipado. A previsão é do presidente do Consórcio Energia Sustentável do Brasil, Victor-Frank Paranhos, que arrematou a construção e operação da usina.

“Existe uma antecipação porque estamos com duas casas de força. Com isso, você consegue por mais equipamentos operando antes do tempo. O nosso cronograma é para que uma grande quantidade de turbinas comece a gerar em abril de 2012. Gerando com todas as turbinas, a previsão é para final de 2013 e não mais para 2016”, explicou Paranhos.

O custo da obra está orçado em torno de R$ 8,7 bilhões. O consórcio será transformado na empresa de capital aberto Energia Sustentável do Brasil S/A e espera contar com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Paranhos detalhou como será realocada a população de Mutum Paraná - onde será instalada a usina – que será afetada pelo empreendimento.

“Nós estamos fazendo um novo distrito, com toda a estrutura de água e esgoto. O padrão de vida dessa comunidade vai melhorar substancialmente. Vamos fazer casas para a população no mesmo padrão das dos nosso engenheiros. Não vai haver vila operária e vila dos realocados. Será uma cidade só, que vai crescer ao longo do tempo”, informou.

Quanto ao impacto ambiental, a promessa de Paranhos é de que será minimizado com alternativas técnicas.

“Você reduz as escavações, com menos movimentação de terra o rio fica no leito natural durante dois períodos úmidos. Haverá redução de 32 milhões de metros cúbicos de rocha, que teriam de ser depositadas em algum canto”, explicou Paranhos. “Ninguém quer atropelar o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] ou outro órgão ambiental. Vamos apresentar um projeto consistente”, acrescentou.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reforçou os argumentos do consórcio vencedor ao destacar os benefícios econômicos da obra para Rondônia.

“São 70 mil empregos, 20 mil diretos e 50 mil indiretos, e só de royalties a usina vai gerar R$ 470 milhões”, disse.

A tarifa para venda de energia de Jirau ficou em R$ 71,40 por megawatt-hora, deságio de 21,6% em relação ao teto estipulado de R$ 91. A capacidade instalada da usina é de 3.300 megawatts.




 


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