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Brasília - O líder do PT na
Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PE), disse hoje
(19) que o partido está disposto a “assumir a paternidade”
sobre a criação de um novo imposto para financiar a
saúde que incidirá sobre as movimentações
financeiras.
Rands explicou que a fórmula de custear o
serviço de saúde pode ser composta por uma mistura de
impostos que poderá incluir uma nova versão da CPMF
(Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira), extinta no ano passado; impostos sobre cigarro e bebida,
além de ressarcimento por parte dos planos de saúde de
serviços prestados a segurados pelo Sistema Único de
Saúde (SUS).
“A bancada está disposta a
identificar a fonte de recursos para a saúde porque tem
compromisso com o equilíbrio fiscal do país”,
declarou Rands.
A possível recriação da
CPMF surgiu durante a discussão sobre a Emenda Constitucional
29, que deverá ser colocada em análise na Câmara
na próxima semana. A emenda 29 fixa o percentual que a União,
os estados e municípios precisam investir na saúde e
garante um aumento de recursos para a área. A proposta já
foi aprovada pelo Senado.
Hoje, durante reunião
com a coordenação política, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou que o governo não vai
apresentar a proposta de recriação do imposto, mas que
espera que o Congresso indique as fontes de financiamento da saúde.
Lula disse que, caso o Congresso não aponte de onde sairão
os recursos, ele vetará a emenda.
O líder do
governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que
as conversas ainda estão no início e que o objetivo dos
governistas é unir os partidos da base em torno da recriação
do impostos até a próxima semana. Fontana acredita que
haverá tempo até depois do feriado, quando a proposta
será colocada em votação, para convencer
peemedebistas a votarem a favor da recriação do
imposto.
“Temos que ter responsabilidade com a saúde
e com as contas públicas do país. Não podemos
fazer uma votação que não vai se colocar na
realidade. Estamos em início de discussão”, disse o
líder do governo.
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