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Brasília - O Ministério
Público Federal em Uberaba (MPF-MG) denunciou hoje (19) 18
pessoas por crime contra a saúde pública e formação
de quadrilha. A denúncia é resultado da Operação
Ouro Branco, da Polícia Federal, que desvendou em outubro do
ano passado um esquema de fraudes no leite praticadas pelas
Cooperativas dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande
(Copervale) e Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil). A fraude consistia na
adição ao produto uma solução contendo
soda cáustica.
Foram denunciados o
diretor-presidente da Copervale, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, que
foi quem determinou a adição da solução
química, segundo o MPF, com o objetivo de auferir maior
lucratividade com a venda do produto; o engenheiro químico que
criou a fórmula, Pedro Renato Borges; o fiscal agropecuário
federal Afonso Antônio da Silva; o gerente Industrial da
Copervale, responsável por supervisionar o processo de
adulteração, Romes Monteiro da Fonseca Júnior,
além de todos os funcionários da cooperativa que tinham
conhecimento da fraude e participavam da cadeia de atos que
resultavam na adulteração.
O MPF requereu a
aplicação dos benefícios da delação
premiada à maioria dos funcionários, em virtude da
colaboração para o esclarecimento do esquema.
Os demais acusados, se
recebida a denúncia, vão ser processados por crimes
cujas penas, somadas, podem chegar a 11 anos de prisão.
Ainda segundo o MPF, o
inquérito policial que investiga a fraude realizada pela
Casmil ainda está em andamento. O MPF aguarda as conclusões
das investigações e o relatório da autoridade
policial para eventual oferecimento de denúncia.
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