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19 de Maio de 2008 - 17h18 - Última modificação em 19 de Maio de 2008 - 19h39


Diretores de cooperativa que adulterava leite são denunciados

Da Agência Brasil


 
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Brasília - O Ministério Público Federal em Uberaba (MPF-MG) denunciou hoje (19) 18 pessoas por crime contra a saúde pública e formação de quadrilha. A denúncia é resultado da Operação Ouro Branco, da Polícia Federal, que desvendou em outubro do ano passado um esquema de fraudes no leite praticadas pelas Cooperativas dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Copervale) e Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil). A fraude consistia na adição ao produto uma solução contendo soda cáustica.

Foram denunciados o diretor-presidente da Copervale, Luiz Gualberto Ribeiro Ferreira, que foi quem determinou a adição da solução química, segundo o MPF, com o objetivo de auferir maior lucratividade com a venda do produto; o engenheiro químico que criou a fórmula, Pedro Renato Borges; o fiscal agropecuário federal Afonso Antônio da Silva; o gerente Industrial da Copervale, responsável por supervisionar o processo de adulteração, Romes Monteiro da Fonseca Júnior, além de todos os funcionários da cooperativa que tinham conhecimento da fraude e participavam da cadeia de atos que resultavam na adulteração.

O MPF requereu a aplicação dos benefícios da delação premiada à maioria dos funcionários, em virtude da colaboração para o esclarecimento do esquema.

Os demais acusados, se recebida a denúncia, vão ser processados por crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 11 anos de prisão.

Ainda segundo o MPF, o inquérito policial que investiga a fraude realizada pela Casmil ainda está em andamento. O MPF aguarda as conclusões das investigações e o relatório da autoridade policial para eventual oferecimento de denúncia.



 


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