|
Brasília - A
guerrilheira Nelly Ávila Moreno, conhecida como Karina,
uma das principais comandantes das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc), se entregou ontem
(18) à polícia colombiana, no departamento (estado) de
Antioquia. As informações são da BBC Brasil.
Acusada de uma série de assassinatos e seqüestros, a
líder rebelde
era considerada a mulher de mais alto escalão na guerrilha.
A
rendição representa uma vitória para o governo
colombiano. Há duas semanas, o presidente Állvaro Uribe enviou uma mensagem pública à
Karina garantindo que ela estaria segura caso se entregasse.
O
ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que
Karina estava "quase morrendo de fome" quando se entregou às
autoridades, em companhia
de outro guerrilheiro, conhecido como Michín.
Em
2002, Uribe apontou Karina com um dos principais alvos das forças
de segurança do país e ofereceu uma recompensa de
US$ 800 mil (R$1,3 milhão) para quem a capturasse ou a matasse.
Em
combate, a líder das Farc perdeu um dos olhos e ficou com várias cicatrizes no rosto, além de um ferimento no braço provocado por um tiro. O comandante direto dela na guerrilha, o
líder Ivan Rios, foi assassinado em março deste ano por
um guarda-costa. Desde a morte de Rios, Karina era a única
comandante das Farc no noroeste do país.
|