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Brasília - Durante a comemoração
do primeiro aniversário do Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE), o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva reclamou do fim da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), cuja prorrogação
foi rejeitada pela Senado no final do ano passado. Ele também
afirmou que o governo federal não tem dinheiro para cumprir,
sozinho, todas as metas do PDE.
“Quando tiver essas creches
[previstas no PDE], a primeira que começar a funcionar,
a gente vai pegar os ministros da área econômica e os
senadores que votaram contra a CPMF e a gente vai levá-los
[até as creches] e eles vão perceber que é
preciso mais dinheiro, vão perceber o que poderíamos
fazer com R$ 40 bilhões a mais por ano no orçamento”,
disse.
O ministro de Relações Institucionais,
José Múcio, disse hoje que governo não vai criar
nenhum tipo de fonte de recursos semelhante à CPMF. E jogou
para o Congresso a responsabilidade de propor fontes de receita para
arcar com as despesas que surgirão, caso o Legislativo aprove
a Emenda Constitucional nº 29, que obriga o governo a investir
cerca de R$ 20 bilhões em saúde até 2010.
Na cerimônia,
Lula defendeu outro programa governamental, o Bolsa Família.
Segundo o presidente, não existe no mundo um plano
assistencial que atende tantas pessoas.
“Não existe
hoje na face da Terra um programa social que atenda a quantidade de
gente que o Bolsa Família atende com um cadastro quase que
perfeito. Ainda tem problemas, não sei se do Patrus [Ananias,
ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome], da
Caixa Econômica Federal ou dos prefeitos”, disse Lula,
durante o evento realizado em um hotel da cidade que reuniu vários
prefeitos.
Lula assegurou que o Bolsa Família chegará
a todos os pobres do país. “O Bolsa Família vai
chegar, e o presidente da República não conhece uma
pessoa. Não sei se são pretas, brancas, velhas, novas,
corintianas, palmeirenses, flamenguistas ou vascaínas. Não
quero saber. O que é importante é que o programa
conseguiu atingir a veia da sociedade brasileira”, disse.
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