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Brasília - O presidente da Empresa
de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim,
avaliou que o resultado do leilão para construir e operar a Usina Hidrelétrica de Jirau terá reflexos positivos
para o Brasil no exterior. “R$ 71 é um preço bastante
baixo. Um sinal ótimo para o Brasil de que tem na Amazônia
uma energia barata, capaz de tornar o país muito competitivo a
nível externo. Foi um resultado maravilhoso”, disse.
O leilão foi realizado hoje (19) e o vencedor foi o consórcio
Energia Sustentável do Brasil, composto pelas empresas Suez
Energy, Camargo Corrêa e pelas estatais Eletrosul e Companhia
Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O consórcio será o responsável por
colocar em operação a Usina Hidrelétrica de
Jirau, segundo empreendimento do complexo do Rio Madeira, em
Rondônia.
Tolmasquim também
considerou positivo o fato do leilão de Jirau ter tido como vencedor um grupo diferente do que tinha arrematado a usina de Santo Antônio,
também no rio Madeira. “É bom ter alternância,
tendo uma hora um vencedor e uma hora outro. Mostra que existe
competição e é um sinal para atrair mais
capital de fora”, finalizou. O consórcio que vai colocar em operação a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio é o Madeira Energia,
composto pelas empresas Furnas Centrais Elétricas, Odebrecht,
Andrade Gutierrez, Cemig e um fundo de investimentos formado por
Banif e Santander. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, no último dia 14, que o Madeira Energia vai realizar o primeiro
leilão público para venda de energia da usina, no dia
10 de junho. O leilão será feito em parceria com a
Comercializadora de Energia Elétrica (Comerc).
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