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19 de Maio de 2008 - 15h28 - Última modificação em 22 de Maio de 2008 - 11h51


Para Tolmasquim, resultado de Jirau terá reflexo positivo para Brasil no exterior

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, avaliou que o resultado do leilão para construir e operar a Usina Hidrelétrica de Jirau terá reflexos positivos para o Brasil no exterior. “R$ 71 é um preço bastante baixo. Um sinal ótimo para o Brasil de que tem na Amazônia uma energia barata, capaz de tornar o país muito competitivo a nível externo. Foi um resultado maravilhoso”, disse.

O leilão foi realizado hoje (19) e o vencedor foi o consórcio Energia Sustentável do Brasil, composto pelas empresas Suez Energy, Camargo Corrêa e pelas estatais Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O consórcio será o responsável por colocar em operação a Usina Hidrelétrica de Jirau, segundo empreendimento do complexo do Rio Madeira, em Rondônia.

Tolmasquim também considerou positivo o fato do leilão de Jirau ter tido como vencedor um grupo diferente do que tinha arrematado a usina de Santo Antônio, também no rio Madeira. “É bom ter alternância, tendo uma hora um vencedor e uma hora outro. Mostra que existe competição e é um sinal para atrair mais capital de fora”, finalizou. O consórcio que vai colocar em operação a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio é o Madeira Energia, composto pelas empresas Furnas Centrais Elétricas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander.


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, no último dia 14, que o Madeira Energia vai realizar o primeiro leilão público para venda de energia da usina, no dia 10 de junho. O leilão será feito em parceria com a Comercializadora de Energia Elétrica (Comerc).



 


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