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Brasília - A relação direta entre acesso ao
saneamento e saúde das populações é uma das conclusões da pesquisa Saneamento e
Saúde, divulgada hoje (19) pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Um exemplo
disso, é o dado do estudo de que crianças até seis anos de idade sem
acesso à rede de esgoto têm 32% de chances maiores de morrerem.
O presidente da
Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Danilo
Fortes, destacou a importância do saneamento
básico na política de saúde. “Em Canindé
do Ceará foi feito o saneamento básico em 50% do
município e isso reduziu em 60% as internações
hospitalares por doenças de veiculação hídrica”,
exemplificou Fortes. Por isso, a
(Funasa) deverá dobrar os investimentos em saneamento básico
nos próximos anos. Os recursos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), deverão permitir investimentos de cerca
de R$ 1 bilhão ao ano para obras de água e esgoto em
municípios com até 50 mil habitantes, informou Danilo
Fortes. Segundo ele, o
aumento de recursos para o saneamento básico é
necessário para corrigir a falta de investimentos no setor na
última década. O estudo da FGV
destacou que o Brasil só gasta 0,09% do PIB (Produto Interno
Bruto) em saneamento básico. Desse modo, apenas 46% da
população brasileira tem acesso a tratamento de esgoto,
índice que diminui para 2,9% nas áreas rurais. De acordo com Danilo Fortes, são justamente
essas populações, as mais prejudicadas, o foco do PAC da
Funasa, que pretende atingir prioritariamente as populações
isoladas, como indígenas, quilombolas e assentados rurais, e
os 1.356 pequenos municípios (menos de 50 mil habitantes), que,
segundo os dados da Funasa, possuem os maiores índices de
mortalidade infantil. Essas ações
pretendem subir, nessas cidades, de 38% para 65% o número de
beneficiados com sistema de esgotos. Além de possibilitar que
ao menos um terço das aldeias indígenas tenham
esgotamento sanitário. De acordo com o presidente da Funasa, o
índice atual é de menos de 20% de esgotos nas áreas indígenas.
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