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Brasília - Relatório do
Ministério da Educação (MEC) sobre o primeiro
ano de ações do Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE) indica que, em 2007, R$ 432 milhões foram repassados pela
União para os municípios que firmaram convênio. O
valor para os estados foi de R$ 835 milhões. Ainda assim, o
montante está longe de ser suficiente para melhorar a educação
no Brasil. A avaliação é da presidente da União
Nacional dos Dirigente Municipais (Undime), Justina Araújo.
“O PDE vai ajudar com
certeza, mas os recursos para a educação no Brasil são
insuficientes para uma reversão desse quadro. O plano é
excelente, mas não basta o estabelecimento de regras e boa
vontade, a educação tem custos”, avalia. Justina lembrou que uma
das resoluções da 1ª Conferência Nacional da
Educação Básica (Coneb), realizada mês
passado em Brasília, é o aumento do investimento em
educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). “Do
contrário, a gente não vai ter educação
com a qualidade social para cada um dos brasileiros independente de
faixa etária, região, cor, origem. Educação
para todos só com muito mais recursos”, defende.
Para o
coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à
Educação, Daniel Cara, o grande mérito do PDE é
garantir assessoria técnica aos municípios. Mas ele
concorda que o repasse ainda é insuficiente. Segundo ele, o
último estudo do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) que trata do financiamento da educação
no Brasil apontou que o investimento é de 3,5% do PIB. Desse
total, apenas 0,14% vem da União.
“A participação
dos estados e municípios é de 2,96%, muito maior do que
a da União, sendo que ela é o ente que mais arrecada, é
o ente mais poderoso em termos de recolhimento de tributos. Nesse
sentido o PDE precisa avançar mais”, acredita. Outro
problema apontado por Cara é a dificuldade de alguns
municípios em receber os recursos por não atenderem a
pré-requisitos solicitados pelo MEC.
“A União não
tem desempenhado o papel que ela pode desempenhar e esse é um
problema do governo. A gente sabe do esforço do MEC dentro do
governo para trazer mais recursos para a educação, mas
ele tem perdido essa queda de braço interna”, pondera Cara.
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