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Brasília - Até
o momento, o texto da proposta de emenda à Constituição
da reforma tributária recebeu 183 emendas e o número
deve chegar a 200, segundo informou o presidente da Comissão
Especial que analisa a matéria, deputado Antonio Palocci
(PT-SP).
Palocci
lembrou que a proposta de criação de um novo imposto do
tipo da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF), como chegou a ser
acenado ontem (19) por alguns parlamentares, para reforçar o
caixa da saúde, poderia ser incluída como emenda no
texto da reforma.
“Se
houver emenda propondo [a criação de algo semelhante à CPMF], vai ser discutida. Se vai ser aprovada ou
não, não sei”.
Para
Palocci não é prioridade da reforma tributária
criar impostos, e a discussão dentro de proposta de reforma
tributaria não é adequada. O deputado concordou, no
entanto, que é importante procurar uma fonte de financiamento
para a saúde.
“Se
é CPMF ou não, não acho fundamental. O que não
se pode aprovar é um projeto de despesa sem receita, inclusive
a Lei de Responsabilidade Fiscal impede isso”.
Sobre
a possibilidade de o governo usar o excesso de arrecadação
para financiar a saúde em vez de usar no fundo soberano,
Palocci não respondeu. Ele afirmou que é importante
observar se existe realmente excesso de arrecadação.
“Acho
que o ministro Mantega foi cauteloso ao não dizer se há
um excesso de arracadação neste momento e, se houver,
ele vai transformar em poupança pública”..
De
acordo com o calendário de tramitação da
proposta de reforma tributária divulgado pelo relator,
deputado Sandro Mabel (PR-GO), o texto deve estar aprovado na Câmara
nos dias 16 ou 17 de julho.
O
calendário prevê que as audiências públicas
internas e externas devem terminar no dia 15 de junho. Nos dias 20 a
27 de junho está prevista a apreciação do
relatório na comissão; nos dias 8 ou 9 de julho,
votação em primeiro turno no plenário e 15 ou16,
a votação em segundo turno. Palocci participou de audiência pública da Comissão
Especial de Reforma Tributária, na Câmara.
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