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Brasília - O chanceler da Bolívia,
David Choquehuanca, confirmou hoje (20) a participação
do presidente Evo Morales na reunião da União de Nações
Sul-Americanas (Unasul), nesta sexta-feira (23), em Brasília.
Segundo Choquehuanca, o encontro deve servir para consolidar o
nascimento do bloco, com a aprovação de seu Tratado
Constitutivo.
“Este tratado já
alcançou o consenso e está praticamente terminado, o
que os presidentes têm que fazer é assinar a ata de
nascimento desse espaço de integração não
só comercial, mas muito mais amplo e a serviço dos
interesses dos povos”, disse o chanceler, informa a Agência
Boliviana de Informação (ABI).
Desde 2006, a Bolívia
assumiu a presidência pro-tempore da Unasul, com o mandato para
trabalhar o Tratado Constitutivo do bloco que deve reunir 12
países.
O tratado sobre o marco legal da união
sul-americana já foi estabelecido por representantes da
diplomacia dos países envolvidos. Os últimos detalhes
foram definidos durante reunião em Caracas (Venezuela), no
início de maio.
Além de assinar
os documentos constitutivos da Unasul, os presidentes também
poderão analisar a proposta brasileira de criar um Conselho
Sul-Americano de Defesa.
A Unasul deve ser
composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia,
Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. O
bloco surgiu em 2005, durante a 3ª Reunião Sul-Americana
e os presidentes da região aprovaram a Declaração
de Cuzco, criando a Comunidade Sul-Americana de Nações
(Casa).
Na primeira Reunião
Energética Sul-Americana, realizada em abril de 2007 na Ilha
Margarita, na Venezuela, os presidentes decidiram adotar o nome
Unasul e estabelecer a sede permanente no Equador.
O grupo deveria
realizar um encontro na Colômbia, previsto para janeiro deste
ano. No entanto, a reunião foi adiada inicialmente para março
e depois suspensa definitivamente, em razão da crise entre
Colômbia e Equador.
Atualizada para correção da sigla da Comunidade Sul-Americana de Nações.
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