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Brasília - O depoimento do
assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André
Fernandes, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
(CPMI) dos Cartões Corporativos tem acirrado os ânimos
entre parlamentares da base do governo e da oposição.
André chegou a
pedir que a reunião fosse fechada para que ele pudesse tratar
do assunto com mais tranqüilidade. "Gostaria de falar de
cinco fatos nessa sessão sigilosa. Isso não demoraria
mais de cinco minutos. Peço o sigilo, porque desejo proteger a
honra das pessoas. As informações vão além
do dossiê", argumentou.
Apesar dos apelos da
oposição, o requerimento que pedia a reunião
sigilosa foi derrotado por 12 votos a sete. "É um direito
do depoente, se achar necessário, pedir depoimento secreto",
disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
"Nada justifica
que uma pessoa que está sob testemunha peça a reunião
fechada. A reunião é aberta e que ele fale para todos.
Não podemos nos submeter à lógica do depoente. A
sessão é aberta para o Brasil todo", rebateu o
relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).
Para base governista, André cometeu uma traição com o amigo, o
ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José
Aparecido Pires, ao divulgar o e-mail que recebeu contendo a
planilha de gastos presidenciais sigilosos da gestão de
Fernando Henrique Cardoso.
Tanto André
quanto Aparecido prestaram depoimento na Polícia Federal na
semana passada. Os parlamentares tiveram acesso a esse depoimento
antes do início da reunião. "O senhor é
tecnicamente competente, o senhor fez os senadores transitarem numa
tese que o senhor mesmo criou", acusou o deputado Paulo Teixeira
(PT-SP), referindo-se a André Fernandes.
"O senhor está
provando que tem um desvio de caráter", atacou também
o deputado Sílvio Costa (PMN-PE).
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