



|
Brasília - A Previdência
Social poderá ter, neste ano, déficit (diferença
entre arrecadação e despesas) de R$ 40,5 bilhões,
contra R$ 46 bilhões registrados em 2007, segundo o secretário
de Políticas da Previdência Social, Helmut Schwarzer.
Apesar de algumas áreas
do governo (Ministério do Planejamento e Secretaria do Tesouro
Nacional) estipularem esse número, Schwarzer prefere ser mais
cauteloso, estimando o déficit em torno de R$ 42 bilhões.
Ele não acha
difícil, entretanto, que fique pouco acima dos R$ 40 bilhões,
conforme estimam outras áreas, tendo em vista que a
arrecadação está crescendo e as despesas estão
sofrendo redução.
O secretário
explica que está havendo melhora na oferta de empregos no país
e queda na informalidade (trabalhadores que não contribuíam
e que aderiram à Previdência, candidatando-se a uma
aposentadoria futura).
Outras causas do
aumento da arrecadação são o combate a fraudes
e a redução de despesas, com melhora na gestão
da Previdência em relação à arrecadação
e aos pagamentos.
De acordo com
Schwarzer, os novos critérios adotados pela perícia
médica contribuíram para a redução da
concessão de benefícios.
Para ele, a melhora
nos números do Regime Geral da Previdência Social
(RGPS), “deve ser comemorada pela sociedade, porque é uma
prova de que a gestão está trabalhando pela
sustentabilidade do sistema, em favor dos futuros beneficiários
de aposentadorias e pensões".
Schwarzer criticou dois projetos,
propostos por centrais sindicais, que tramitam no Congresso. As duas propostas visam mudar a sistemática
de correção dos benefícios previdenciários,
vinculando-a ao salário mínimo e alterando a fórmula
de cálculo das aposentadorias e pensões.
O governo, assinalou o
secretário, já se manifestou contra essas propostas.
Segundo ele, caso elas sejam aprovadas, em 2050 o país
gastará 26% do Produto Interno Bruto (PIB), contra os 11%
atuais, com o pagamento de benefícios previdenciários,
o que significaria a quebra do sistema.
Essa posição
ressaltou ele, já foi levada aos parlamentares e manifestada
no Conselho Nacional da Previdência Social. Schwarzer propõe
que se estabeleça uma discussão com a sociedade "sobre
o que fazer para ajustar a necessidade de despesa que virá com
a transição demográfica que o Brasil enfrentará
ao longo das próximas décadas, decorrente do aumento da
população".
|
|