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Brasília - O
Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sediado em Brasília,
suspendeu nessa segunda-feira (19) uma liminar da Justiça
Federal de Altamira, Pará, que impedia a participação das
empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade
Gutierrez nos estudos de impacto ambiental da usina hidrelétrica
de Belo Monte, prevista para ser construída no rio Xingu.
O
Ministério Público Federal (MPF) no Pará havia
conseguido a liminar, argumentando ilegalidades no processo, que permitia
a contratação das empreiteiras sem licitação
e permitia que os estudos fossem mantidos em sigilo. “Isso é
contrário à legislação brasileira, não se
pode ter sigilo em informações ambientais e não
se poderia ter contratado sem licitação as empreiteiras,
que não têm conhecimento em questões ambientais, têm
conhecimento em construção civil”, explicou o
procurador da República Felício Pontes Júnior.
O
fato dos estudos de impacto ambiental serem feitos pelas mesmas
empresas, que pretendem concorrer na licitação para
construir a usina também é irregular, segundo o
procurador. “É uma incongruência, porque são as
empreiteiras que estão fazendo os estudos, que são as
empreiteiras que devem participar do processo licitatório, ou
seja, elas terão informações privilegiadas”,
avaliou Felício.
Ele
disse que o MPF vai tentar fazer com que haja
licitação para a realização dos estudos
de impacto ambiental. Já o ponto do sigilo dos estudos foi
removido das cláusulas do contrato, na decisão que
suspendeu a liminar que impedia a contratação das
empreiteiras.
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