



|
Brasília - O Ministério do
Planejamento envia hoje (20), ao Congresso Nacional, a avaliação
das receitas e das despesas não-financeiras do último
bimestre, apontando um ganho líquido de receitas para a União
de R$ 11,8 bilhões, já deduzidos R$ 4,4 bilhões
de transferências constitucionais a estados e municípios.
Com isso, o governo
aproveitou para ampliar suas despesas em R$ 4,550 bilhões. O
contingenciamento dos gastos orçamentários, que havia
ficado, em abril, em R$ 19,4 bilhões, passa agora a ficar em
torno de R$ 16 bilhões.
As projeções
dos parâmetros para o Orçamento de 2008 também
sofreram alterações. A área econômica
elevou as projeções da inflação, medida
pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,5% para 4,74%, e as do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP DI) de 5,65% para 6,28%.
A previsão para
a taxa de juros básica (Selic) passou de 11,34% para 12,28%,
em 2008, e o crescimento da massa salarial, antes previsto em 12,59%
passa a ser de 14,69%. Os demais indicadores, como crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) - que continua em 5% - permaneceram
inalterados.
Com esta última
revisão, a receita bruta esperada para 2008 passou a ser de R$
543,3 bilhões, em torno de R$ 16,1 bilhões a mais do
que a última estimativa. Houve um incremento de arrecadação
com o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI), a Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além do Programa
de Integração Social e do Programa de
Formação do Patrimônio do Servidor (Pis/Pasep).
O único tributo
que está perdendo receita é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cuja arrecadação
inicial era de R$ 8,2 bilhões. Agora, a Cide deverá gerar
cerca de R$ 6 bilhões. A perda de R$ 2,2 bilhões
deve-se à redução das alíquotas sobre a
gasolina e o óleo diesel.
As despesas primárias
de execução obrigatória, excluídas as da
previdência social, sofreram acréscimo no montante de R$
9,3 bilhões e passam a ser de R$ 215,3 bilhões para
2008. Diversas despesas tiveram suas projeções
majoradas em relação à primeira avaliação,
especialmente gastos com pessoal, que elevaram-se em R$ 7,588
bilhões, e compensações aos estados exportadores
(Lei Kandir).
|
|