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20 de Maio de 2008 - 20h27 - Última modificação em 20 de Maio de 2008 - 20h27


Pequenas e médias empresas serão atraídas com instalação de pólo petroquímico

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O estudo “Comperj – Potencial de Desenvolvimento Produtivo”, encomendado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) à Fundação Getúlio Vargas, prevê que 90% das 724 indústrias da cadeia de plástico que se fixarão na região de Itaboraí e adjacências, atraídas pela instalação do Pólo Petroquímico do Rio de Janeiro, serão de pequenas e médias empresas – atraídas pela disponibilidade de matéria-prima.

Em um cenário mais positivo, o documento da FGV, divulgado hoje (20), pela Firjan, prevê que as micro e pequenas empresas seriam responsáveis por investimentos de R$ 1,8 bilhão e faturamento anual de R$ 4,8 bilhões.

“Em um cenário conservador, seriam pelo menos 362 novas indústrias, com investimentos de R$ 900 milhões e faturamento anual próximo a R$ 2,4 bilhões”, registra o estudo.

Na avaliação do gerente de Novos Negócio de Infra-Estrutura da Firjan, Cristiano Prado, para que o cenário positivo se concretize, no entanto, é necessário implementar ações concretas e específicas voltadas para essas empresas.

“Existe uma oportunidade grande de o Rio de Janeiro aproveitar ao máximo este empreendimento, mas são necessárias ações em categorias específicas para maximizar a atração dessas empresas para o estado”, afirmou.

As estimativas são de que 46% das novas indústrias do setor deverão se instalar nos sete municípios que foram demarcados pelo estudo como região de influência direta do Comperj: Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá.

O levantamento também prevê grande potencial de concentração nos municípios de Duque de Caxias (13,5%), Nova Iguaçu (9,0%) e Queimados (8,8%), todos na Baixada Fluminense, considerados “parte da região de influência ampliada”.



 


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