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20 de Maio de 2008 - 11h30 - Última modificação em 22 de Maio de 2008 - 12h00


Leilão de Jirau reforça tese de que preço da energia de Itaipu é justo, avalia diretor

Sabrina Craide
Enviada Especial*

 
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Foz do Iguaçu - O preço fixado para o megawatt-hora da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, no leilão realizado ontem (19), mostra que o valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipu está dentro do que é praticado no mercado brasileiro. A avaliação foi feita pelo diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, que participa do Fórum Global de Energias Renováveis, em Foz do Iguaçu (PR).

“Isso mostra que o Brasil tem um compromisso muito grande do ponto de vista de produzir energia, de como preservar o meio ambiente mas também de ser justo nas relações bilaterais”, disse Samek.

No leilão de Jirau, o consórcio vencedor ofereceu o menor preço para o megawatt-hora, R$ 71,40, o que corresponde a cerca de US$ 42. O Brasil paga ao Paraguai pela energia de Itaipu US$ 45 pelo megawatt-hora.

“Só se constatou uma realidade que já falamos há tempo, que o preço que Itaipu necessita para fazer frente aos seus compromissos está exatamente situado na média dos preços da energia praticados no Brasil”, avaliou.

Samek também destacou que, a partir de 2023, a dívida de Itaipu estará completamente sanada, e o Paraguai vai receber US$ 30 bilhões por ano, o que significa três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

“Vai ser uma grande mola propulsora para o desenvolvimento do Paraguai”, destacou. O preço que o Brasil paga pela energia a que o Paraguai tem direito e não usa começou a ser discutido depois da eleição do novo presidente do país vizinho, Fernando Lugo. Ele defende que o Tratado de Itaipu não é justo e que os valores devem ser renegociados.



* A repórter viajou a convite da Itaipu Binacional. A matéria foi alterada para correção do preço do megawatt-hora de Jirau.
 


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