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20 de Maio de 2008 - 20h59 - Última modificação em 20 de Maio de 2008 - 20h59


Lula volta a criticar petroleiras por fazerem campanha contra os biocombustíveis

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em mensagem ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, reunido em Nova York, para discutir a crise alimentar mundial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é necessário desmascarar as empresas de petróleo que demonizam a produção de biocombustíveis.

“É preciso desmascarar campanhas movidas pelo protecionismo comercial e pelos interesses de grupos petroleiros, que buscam demonizar a produção de biocombustíveis. Atribuem-lhes a culpa seja pelo encarecimento dos alimentos, seja pelo aquecimento global. Desconhecem, com isso, a exitosa experiência brasileira com o etanol, à base da cana-de-açúcar”, disse Lula na mensagem divulgada pela Presidência da República.

Lula convidou governantes e cientistas a participar da Conferência Internacional dos Biocombustíveis, que será realizada em novembro, em São Paulo.

O presidente volta a argumentar que o combustível renovável é uma alternativa de desenvolvimento para os países pobres e nega que o Brasil tenha a intenção de impor seu modelo a outros. “O Brasil não pretende impor seu modelo. Quer que o potencial dos biocombustíveis seja avaliado de acordo com realidade de cada país. Adotados de forma criteriosa, podem ajudar a resgatar países da insegurança alimentar e energética”, afirmou.

Lula reafirmou que o biocombustível não é o responsável pelo aumento do preço dos alimentos e jogou, mais uma vez, a responsabilidade para a alta do preço do petróleo, além de alegar que famílias pobres passaram a consumir mais alimentos.

O presidente criticou ainda os subsídios concedidos pelos países ricos a seus agricultores, o que, segundo Lula, limita a competição no comércio mundial.




 


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