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Brasília - A
proposta de redução da faixa de fronteira do Brasil tornaria mais vulnerável a defesa do território
nacional, de acordo com o
secretário de Política, Estratégia e Assuntos
Internacionais do Ministério da Defesa, coronel Gustavo de
Souza Abreu. Ao participar hoje (20) de audiência pública na Câmara
do Deputados, ele se posicionou contra a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que
reduz de 150 para 50 quilômetros a extensão da faixa de
fronteira brasileira.
Para
o coronel, a necessidade de desenvolvimento da região não
pode colocar em segundo plano a defesa do país. “Provavelmente,
os prefeitos dos municípios não estão
preocupados com a defesa do território, mas o Exército
está. Ainda que as ameaças não sejam aquelas da
Segunda Guerra Mundial, elas existem e são graves, inclusive
no nosso continente. A defesa faz sempre o papel daquele pai, com
medidas antipáticas, que se preocupa com a cerca elétrica,
em vez de se preocupar com um jardim bonito”, comparou o coronel.
“Medidas de defesa são antipáticas, mas necessárias”,
completou.
Na avaliação do secretário, o governo pode adotar outras medidas para incentivar o desenvolvimento dos 588 municípios
localizados nas áreas de fronteira do Brasil. “Podemos
pensar em medidas de ordem tributária, que beneficiem esses
municípios. Pode-se ainda rever a questão da migração.
No entanto, é necessário garantir o poder de polícia
para o Exercito nessas áreas”, destacou.
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