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Brasília - A pesquisa Juventude e
Políticas Sociais no Brasil, divulgada hoje (20) pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destaca a distorção idade-série como um dos maiores problemas na área educacional. Quase 34% dos jovens de 15 a 17 anos ainda estão no ensino
fundamental, quando pela idade deveriam estar cursando as séries
do ensino médio. Na faixa etária de 18 a 24 anos,
apenas 12% dos jovens está no nível adequado, ou seja,
o ensino superior. Nessa mesma faixa etária chama atenção
o fato de que mais de 30% já largou os estudos. Na população
de 25 a 29 anos, apenas 13% continua estudando, sendo que 7% está
na educação superior.
A pesquisa do Ipea é
uma compilação de outros estudos que abordam a temática juventude e aponta que a proporção
de jovens fora da escola é crescente conforme a faixa etária.
Entre os jovens de 15 a 17 anos, 17% não estuda. Na faixa etária de
18 a 24 anos esse percentual sobe para 66% e de 25 a 29 anos para
83%.
O estudo indica ainda a evasão escolar como sintoma de “um
percurso educacional irregular”, que “algumas vezes são
seguidos por retomadas”. Dos jovens que abandonaram a escola, 61,6%
o fizeram uma vez, 20,1% duas vezes e 16,7% três vezes. Entre
os homens, a principal motivação para a interrupção
dos estudos é a oportunidade de emprego (42,2%). Entre as mulheres,
a maior causa é a gravidez (21,1%).
Entretanto, houve melhora com relação à proporção de jovens em idade adequada no ensino médio. Segundo o estudo, em 1996, 82% dos jovens de 15 a
17 anos freqüentavam alguma modalidade de ensino, mas apenas
47,3% estava na faixa adequada, o ensino médio. Em 2006, esse
índice subiu para 96,3%.
A pesquisa alerta que na faixa etária de 15 a 17 anos, as taxas de
freqüência “encobrem desigualdade de
diversas ordens”. Um recorte regional, por exemplo, revela o
contraste entre as regiões Sul/Sudeste e Norte/Nordeste.
Enquanto a freqüência líquida no Sudeste, em 2006,
situava-se perto de 58%, no Nordeste o índice era apenas de
33,3%.
As desigualdades também são verificadas entre os jovens do campo e da cidade. Segundo a pesquisa, em 2006, a
proporção
de jovens de 15 a 17 anos que freqüentavam o ensino médio
era de 50,3% nas áreas urbanas, contra apenas 26,0% no meio
rural.
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