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Brasília - Os líderes dos
partidos da base aliada do governo decidiram hoje (20) votar o
projeto de regulamentação da Emenda 29 na próxima
quarta-feira (28), “com fontes de financiamento” para suprir os
gastos com saúde impostos pela emenda.
Segundo o líder
do PT, Maurício Rands (PE), o financiamento se daria pela
criação de uma contribuição sobre as
movimentações financeiras, no percentual de 0,1%, e
pelo aumento do imposto sobre cigarros e bebidas. A arrecadação da primeira, por ser uma contribuição, ficaria integralmente com a União, diferentemente da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que era repartida com estados e municípios. A arrecadação
extra daria ao governo cerca de R$ 12 bilhões anuais.
“Somos [base
aliada] favoráveis à regulamentação
da Emenda 29, com fontes de recursos. Todos queremos votar mais
recursos para a saúde, mas com fonte. Queremos uma solução
permanente para os repasses para a saúde”, afirmou Rands.
O líder afirmou que há uma dúvida sobre como essas alterações devem ser feitas. "Há controvérsia sobre a iniciativa, se tem que ser do Executivo ou pode ser do Legislativo". Segundo ele, até a próxima semana a base vai decidir como será tratada a questão dos recursos, se no próprio projeto que regulamenta a Emenda 29 ou através de outra iniciativa.
Reportagem ampliada.
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