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Rio de Janeiro - A instalação do Pólo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) deve injetar na economia brasileira R$ 13 bilhões por ano, dos quais 84% no estado do Rio. Esta é uma das principais conclusões delineada, entre os possíveis cenários detalhados no estudo “Comperj – Potencial de Desenvolvimento Produtivo”, divulgado hoje (20), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O estudo, encomendado pela Firjan à Fundação Getúlio Vargas (FGV), prevê ainda que a instalação do pólo em Itaguaí, no Grande Rio, deverá atrair para a região 724 indústrias do setor plástico e gerar 271 mil empregos, sendo 168 mil no estado. Na avaliação do gerente de Novos Negócios de Infra-estrutura da Firjan, Cristiano Prado, o pólo petroquímico terá um efeito positivo na economia do Rio, "principalmente para os sete pequenos municípios diretamente beneficiados com o Comperj, que podem ter um impacto de cerca de 39% sobre o seu PIB atual". O documento elaborado pela FGV analisa as variáveis de infra-estrutura, recursos físicos e humanos, importância para cada município, impacto econômico e geração de empregos. Já em fase de implementação – as obras de terraplanagem tiveram início no final de março – o Comperj é o principal empreendimento da Petrobras, em associação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o grupo Ultra. Grupos privados ainda podem se associar à iniciativa. O empreendimento exigirá investimentos da ordem de US$ 8,4 bilhões. Previsto para entrar em operação em 2012, o Comperj tem o objetivo de processar cerca de 150 mil barris de petróleo pesado da Bacia de Campos.
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