O Ministério
Público Estadual do Rio de Janeiro pediu a prisão
preventiva de nove dos acusados de participar da fraude do auxílio
educação, conhecido como Bolsa Fraude. Entre eles,
estão duas ex-deputadas estaduais cassadas neste ano pela
Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), por suspeita de
envolvimento no esquema: Renata do Posto e Jane Cozzolino.
Também
foram denunciados três deputados estaduais: João Alves
Peixoto, Edino Fialho Fonseca e Ayrthon Carlos Maiatto Dias. Como
eles têm imunidade parlamentar, o Ministério Público
não pôde pedir a prisão deles. As 12 pessoas
estão sendo acusadas de prática dos crimes de formação
de quadrilha e estelionato contra o patrimônio estadual.
Para
fraudar o auxílio-educação, aliciadores atraíam
pessoas com muitos filhos com a promessa de inscrição
no Bolsa Família. Com posse dos dados das vítimas,
segundo o Ministério Público, os deputados as
cadastravam como funcionários da Alerj sem que elas soubessem.
Assim, ainda de acordo com o MPE, os parlamentares recebiam o salário
dos funcionários fantasmas e uma bolsa de R$ 450 referente a
cada filho.
Quatorze deputados foram investigados pelo
Conselho de Ética da Alerj por participação nas
fraudes do auxílio-educação, mas até
agora apenas Renata do Posto e Jane Cozzolino tiveram seus mandatos
cassados pela Casa. Os últimos a serem absolvidos das
acusações foram os deputados Marcos Figueiredo, Anabal
e Marcelino D’Almeida.