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20 de Maio de 2008 - 18h54 - Última modificação em 20 de Maio de 2008 - 18h54


Nordeste concentra maior percentual de analfabetismo entre jovens de 15 a 29 anos

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste o analfabetismo entre os jovens de 15 a 24 anos tornou-se um problema residual, com taxas em torno de 1%, no Nordeste o problema persiste. Entre os jovens de 15 a 24 anos a taxa é de 5,3%, entre 25 e 29 anos o número sobe para 11,6%.

A análise é da pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, divulgada hoje (20) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O relatório é uma compilação de outros estudos que abordam a temática da juventude.

Apesar das desigualdades regionais, a pesquisa indica uma “acentuada redução do analfabetismo no segmento jovem”. De 1996 a 2006, a taxa de analfabetismo na população de 15 a 24 anos em todo o Brasil caiu de 6,5% para 2,3%. Entre o grupo de 25 a 29 anos, a variação foi de 8,1% para 4,8%.

O estudo aponta a baixa qualidade do ensino fundamental como uma das razões para os índices de analfabetismo nessa faixa etária, já que 40,9% da população analfabeta declara ter freqüentado a escola sem, no entanto, ter aprendido a ler e escrever, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra  de Domicílios, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE).

O relatório do Ipea ressalta as novas diretrizes do programa Brasil Alfabetizado, do Ministério da Educação (MEC), como um esforço para reverter esse quadro. Mas critica a descontinuidade entre a alfabetização e o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), já que a maioria dos participantes do Brasil Alfabetizado não dão continuidade a sua formação.

“Dados do programa Brasil Alfabetizado indicaram que apenas 6,2% dos alfabetizados, em 2006, se matricularam em cursos de EJA. Isto evidencia a desarticulação num contexto em que existe a oferta de EJA”, diz o relatório.

Outra deficiência apontada na EJA é a carência de oferta em alguns municípios que ainda não oferecem a modalidade. Em 2006, foram registradas 3,5 milhões de matrículas para o ensino fundamental do EJA. O crescimento foi apenas de 3,5% em relação a 2005.



 


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