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Brasília - O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse hoje (21) que a possível
recriação da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou qualquer
tributo similar não passará facilmente pelo crivo dos
senadores. Os deputados da base aliada negociam com o governo uma
fonte de financiamento para a saúde, como parte da
regulamentação da Emenda 29.
"A CPMF, a nova
contribuição, não passa fácil aqui no
Senado. O fantasma da velha discussão da CPMF pode prevalecer
e isso levaria o debate a se radicalizar, coisa que não
deveria acontecer”, ponderou o senador.
De acordo com
Garibaldi, a carga tributária brasileira já é
uma das maiores do mundo, e por esse motivo considera que a criação
de um novo tributo seria "um abuso".
O senador considera uma
solução melhor o aumento das alíquotas do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os
cigarros e as bebidas alcoólicas.
"Essa solução,
de todas que foram aventadas, é a mais amena que existe com
relação ao contribuinte e ao problema da carga
tributária".
Garibaldi admitiu, no
entanto, que se não houver outra alternativa, não vê
outra solução para bancar os recursos previstos na
Emenda 29, que é a criação de um novo tributo
nos moldes da CPMF.
"Eu estou querendo
defender uma solução que não onere mais o
contribuinte, mas admito até, se não tiver outra
solução, que a saúde deve prevalecer. Se não
se encontrar outra solução, vamos encontrar a solução
que saia do bolso do contribuinte. É a última das
soluções", afirmou.
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