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21 de Maio de 2008 - 18h13 - Última modificação em 21 de Maio de 2008 - 18h13


Garibaldi diz que recriação da CPMF não passará fácil no Senado

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse hoje (21) que a possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou qualquer tributo similar não passará facilmente pelo crivo dos senadores. Os deputados da base aliada negociam com o governo uma fonte de financiamento para a saúde, como parte da regulamentação da Emenda 29.

"A CPMF, a nova contribuição, não passa fácil aqui no Senado. O fantasma da velha discussão da CPMF pode prevalecer e isso levaria o debate a se radicalizar, coisa que não deveria acontecer”, ponderou o senador.

De acordo com Garibaldi, a carga tributária brasileira já é uma das maiores do mundo, e por esse motivo considera que a criação de um novo tributo seria "um abuso".

O senador considera uma solução melhor o aumento das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os cigarros e as bebidas alcoólicas.

"Essa solução, de todas que foram aventadas, é a mais amena que existe com relação ao contribuinte e ao problema da carga tributária".

Garibaldi admitiu, no entanto, que se não houver outra alternativa, não vê outra solução para bancar os recursos previstos na Emenda 29, que é a criação de um novo tributo nos moldes da CPMF.

"Eu estou querendo defender uma solução que não onere mais o contribuinte, mas admito até, se não tiver outra solução, que a saúde deve prevalecer. Se não se encontrar outra solução, vamos encontrar a solução que saia do bolso do contribuinte. É a última das soluções", afirmou.




 


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