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21 de Maio de 2008 - 16h51 - Última modificação em 21 de Maio de 2008 - 16h51


Vannuchi diz estar seguro de que Justiça irá rever absolvição de fazendeiro acusado no caso Dorothy

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), Paulo Vannuchi, afirmou hoje (21) estar convicto de que a Justiça do Pará irá rever a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang. Em viagem oficial à cidade de Altamira (PA), Vanucchi disse, em entrevista à Agência Brasil, que a absolvição do fazendeiro não pode ser vista como "celebração da impunidade".

"Pessoalmente, estou absolutamente seguro de que o Tribunal de Justiça do Pará saberá corrigir essa sentença de absolvição e condenar o réu [Vitalmiro Bastos de Moura], como já fez anteriormente, a uma pena rigorosa", disse o ministro que foi a Altamira para reunião com o bispo dom Erwin Kräutler.

O religioso denunciou em audiência pública no Congresso Nacional que mais de 300 pessoas estão ameaçadas de morte no estado e destas, apenas 100 estão sob proteção do Estado.

Segundo o ministro, sua ida a Altamira serve para "sinalizar que não existe impunidade no Brasil". Vanucchi discordou do número de ameaçados de morte apresentado por dom Erwin. "A lista alegada de 300 pessoas ameaçadas, nós ainda não confirmamos", afirmou o ministro argumentando que os números da igreja são "excessivamente elevados".

De acordo com dados do governo, cerca de 60 pessoas estariam com a vida em risco por denunciar tráfico de seres humanos e de drogas, biopirataria e outros crimes no Pará.

"Visitamos os bispos, exatamente, para pedir o nome e a identificação [das 300 pessoas]. Porque a proteção tem que ser aceita formalmente pela pessoa ameaçada e isso implica no acompanhamento diário por policiais", disse o ministro.



 


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