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21 de Maio de 2008 - 19h02 - Última modificação em 21 de Maio de 2008 - 19h02


Penitenciárias federais não são solução para presídios lotados, diz diretor do Depen

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A construção das cinco penitenciárias da primeira etapa do Sistema Penitenciário Federal não deve resolver os problemas de superlotação das unidades prisionais. É o que afirma o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Maurício Kuehne.

De acordo com ele, o déficit de vagas em todo o Brasil atualmente chega a 180 mil vagas. “Nós não podemos ter a pretensão de, com a criação de 1040 vagas, que seriam as cinco penitenciárias federais, falar em solução do déficit carcerário”, argumenta.

Kuehne explica que a preocupação do Depen no funcionamento das penitenciárias federais é mais qualitativa do que quantitativa. O objetivo é fazer com que os líderes do crime organizado não possam exercer essa liderança dentro de  presídios estaduais.

“À medida em que nós conseguimos isolar, numa penitenciária federal, o líder de qualquer facção criminosa, ou aquele líder dentro que causa transtornos à ordem dentro daquele estabelecimento, a gente consegue amenizar, e muito, o quadro das rebeliões nos estados, como já está acontecendo”, diz.

Além da superlotação das unidades prisionais, Maurício Kuehne lista outros grandes problemas no sistema penitenciário: a carência de tecnologia adequada, de pessoal e a falta de treinamento dos agentes.

“Sozinha, a União não vai resolver a questão penitenciária de cada unidade da federação, é preciso que elas se estruturem adequadamente”, afirma.

Hoje (21), Kuehne recebeu a Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). Outra unidade que também já está pronta e aguarda apenas a chegada dos equipamentos e o concurso para preenchimento do quadro de pessoal é a de Mossoró (RN).

Atualmente, duas penitenciárias federais estão em funcionamento: Catanduvas (PR) e Campo Grande (MS). Uma quinta unidade deve ser construída no Distrito Federal.

 


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