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21 de Maio de 2008 - 12h23 - Última modificação em 21 de Maio de 2008 - 12h35


Ministro reafirma que governo vai retomar diárias para pagamento de viagens

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - O ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU), fala a emissoras de rádio  sobre a prevenção e o combate à corrupção no serviço público
Brasília - O ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU), fala a emissoras de rádio sobre a prevenção e o combate à corrupção no serviço público
Brasília - O ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, disse hoje (21) que o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não pretende acabar com o uso de cartões corporativos, mas, retomar o pagamento de diárias com valor fixo para ministros de Estado durante viagens pelo país.

“O cartão corporativo é uma conquista, não tem retorno. Nossa proposta é voltar a instituir as diárias com valor fixo do mesmo modo que recebem todos os outros agentes públicos do país, de todos os níveis e de todos os poderes.

Todo mundo, quando viaja, recebe uma diária. Ninguém precisa decidir por ele [ministro de Estado] qual hotel ficar. Ele fica onde quiser e paga a diferença do próprio bolso”, explicou.

Ao participar de entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília, Hages não poupou elogios ao sistema de cartões corporativos e garantiu que a crise política enfrentada pelo governo, por conta do uso indevido da ferramenta, não afetou o trabalho desempenhado pela CGU.

“O que houve foi um aumento geométrico da possibilidade de controle da fiscalização pela própria população. É uma das maiores conquista do governo Lula na área da moralização dos gastos do dinheiro público.”

Hage reforça que o controle fiscalizador, por parte do Estado, não deve ser “burocrático ou formalista em excesso” e diz que o cartão corporativo e o Portal da Transferência são exemplos de métodos modernos de controle. “É mais eficiente do que se exigir uma série de burocracias prévias à realização de cada gasto.”

Ele lembra ainda que a corrupção não é um mal específico do Brasil e que o combate, portanto, deve ser feito de maneira globalizada.

“Hoje em dia, é entendimento unânime que nenhum país dá conta do combate à corrupção isoladamente. Hoje, você transfere [dinheiro] apertando um botão em um terminal de computador. Ele circula mundialmente sem fronteiras e sem barreiras. A facilidade das transações econômicas na globalização também a facilita a corrupção transnacional.”


 


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