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21 de Maio de 2008 - 14h27 - Última modificação em 21 de Maio de 2008 - 15h17


Empresário diz que há formas mais "inteligentes" de captar recursos para a saúde

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, acredita que existem formas mais "inteligentes" de repassar um volume maior de recursos para a saúde do que reativar a Contribuição provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Segundo ele, é importante que sempre se aprimore a gestão dos recursos públicos para atender a todas as demandas da sociedade e não só de áreas específicas.

"É por isso que nós estamos discutindo neste momento, que é o debate importante na vida nacional, que é a Reforma Tributária", disse.

Ele defendeu que as discussões sobre a reforma sejam voltadas para um  mecanismo mais eficiente de arrecadação de impostos, com desoneração dos investimentos e da produção, com "o ônus tributário" cada vez mais transferido para o consumo, renda e patrimônio.

Ainda sobre a necessidade de mais recursos para a saúde e as discussões sobre a recriação da CPMF ou de outro mecanismo para ajudar o setor dentro da reforma tributária, Godoy descartou qualquer tipo de apoio, embora admita que pontualmente é uma questão que precisa ser resolvida. Segundo ele, a estrutura tributária existente hoje é complexa exatamente porque a cada demanda procurou-se um tipo específico de "remédio" sem a preocupação com o conjunto.

"É claro que nós temos de prover a administração pública de recursos, cada vez mais universal e cada vez mais pessoas pagando e não concentrando demais o ônus em determinado segmento", afirmou.



 


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