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Brasília - O presidente
da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, acredita que existem formas mais
"inteligentes" de repassar um volume maior de recursos para a saúde do que
reativar a Contribuição provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Segundo ele, é importante que sempre se aprimore a gestão dos
recursos públicos para atender a todas as demandas da sociedade e não só de
áreas específicas.
"É por isso que nós estamos discutindo neste momento, que é
o debate importante na vida nacional, que é a Reforma Tributária", disse.
Ele defendeu
que as discussões sobre a reforma sejam voltadas para um mecanismo mais eficiente de arrecadação
de impostos, com desoneração dos investimentos e da produção, com "o ônus
tributário" cada vez mais transferido para o consumo, renda e patrimônio.
Ainda sobre a
necessidade de mais recursos para a saúde e as discussões sobre a recriação da
CPMF ou de outro mecanismo para ajudar o setor dentro da reforma tributária, Godoy descartou qualquer tipo de apoio, embora admita que pontualmente é
uma questão que precisa ser resolvida. Segundo ele, a estrutura tributária
existente hoje é complexa exatamente porque a cada demanda procurou-se um tipo
específico de "remédio" sem a preocupação com o conjunto.
"É claro que
nós temos de prover a administração pública de recursos, cada vez mais
universal e cada vez mais pessoas pagando e não concentrando demais o ônus em
determinado segmento", afirmou.
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