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São Paulo - Os interrogatórios
dos acusados de participação no esquema de fraudes em
empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e
Econômico (BNDES) e de tráfico de pessoas e prostituição,
marcados para hoje (21) e sexta-feira (23) na 2ª Vara Federal
Criminal, em São Paulo, foram adiados para a próxima
semana. A informação foi confirmada pela procuradora da
República Adriana Scordamaglia.
Hoje, deveriam ter sido
ouvidos os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luis
Napolitano, acusados de gerenciar a casa de prostituição
W.E., onde o dinheiro obtido nos empréstimos no BNDES seria
lavado, segundo informações da Polícia Federal.
Os dois permaneceram na
2ª Vara por cerca de duas horas, mas não prestaram
depoimento. Os advogados de defesa dos irmãos e de outros réus
solicitaram o adiamento dos interrogatórios, alegando que
novas provas teriam sido anexadas aos autos, sem que tivessem sido
informados antecipadamente.
Anderson Real, advogado
dos irmãos Napolitano, disse que as novas provas, juntadas hoje ao
processo, seriam CDs com conversas gravadas entre os réus.
“Na verdade, não
tem novas provas. As provas só ratificam os fatos que estão
narrados na denúncia. Mas para evitar qualquer tipo de
alegação da defesa, o juiz remarcou as audiências
para segunda (26) e sexta-feira (30) que vem”, disse a procuradora
Adriana Scordamaglia.
Guilherme Batocchio, advogado de Ricardo
Tosto, disse que o pedido de
adiamento dos interrogatórios era porque “não haviam
sido juntadas aos autos todas as provas que pudessem permitir o
exercício da ampla defesa”.
Batocchio não explicou que provas seriam essas, mas disse que os advogados
tiveram conhecimento da existência dessas novas provas,
“porque existem referências sobre essas provas nos autos”.
O advogado também
negou que tenha sido uma estratégia da defesa para ganhar mais
tempo. “Não se trata de estratégia. Trata-se de
cumprimento e observância da Constituição
Federal”, afirmou. Segundo Batocchio, Tosto deve prestar
depoimento na sexta-feira (30).
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