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Brasília - Chefes de Estado sul-americanos se encontram amanhã (23), em Brasília, para uma reunião de cúpula extraordinária da União
de Nações Sul-americanas (Unasul). Está prevista a presença de todos os presidentes, com exceção do uruguaio Tabaré Vazquez, que enviará um representante.
A reunião
ordinária estava marcada para Cartagena, na Colômbia, mas não ocorreu por causa da crise diplomática entre Colômbia, Equador e Venezuela, decorrente da invasão do território equatoriano por militares colombianos para atacar um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A Colômbia, que a princípio deveria assumir a Presidência pró-tempore do bloco, não o fará. O posto será ocupado pelo Chile, cuja presidente, Michelle Bachelet, vai discursar na cerimônia de abertura, assim como o boliviano Evo Morales, que lhe passará a Presidência, e o anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva.
O início da cerimônia está previsto para 10h15, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Às 13h, haverá um almoço para
os chefes de Estado e suas delegações no Ministério
das Relações Exteriores, mesmo local da entrevista coletiva, marcada para as 15h30.
A reunião servirá para os presidentes assinarem o tratado de
constituição da organização, que existe apenas informalmente. Os países
sul-americanos decidiram adotar o nome Unasul em 2007, durante a
primeira Reunião Energética Sul-Americana, depois que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez um duro discurso contra a falta de ação para impulsionar a integração e contra o nome da organização Comunidade Sul-Americana de Nações
(Casa), que dará lugar à Unasul. Assista ao vídeo ao lado.
O marco legal da Unasul
já foi estabelecido pela diplomacia dos
países envolvidos e os últimos detalhes foram definidos em maio. Além da assinatura do
tratado, os presidentes devem analisar a
proposta brasileira de criação do Conselho Sul-Americano
de Defesa.
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