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Brasília - O projeto de lei de
criação do Fundo Soberano do Brasil já está
em fase final de estudos jurídicos. Na próxima semana,
a proposta deve ser encaminhada à Casa Civil, para análise
e posterior aprovação do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, segundo garantiu hoje (23) o ministro da Fazenda Guido
Mantega.
Em entrevista coletiva,
ele considerou “improcedente” informação divulgada
hoje na imprensa de que o Brasil estaria pensando em adiar o
lançamento do fundo. “Essa matéria não tem
nenhum fundamento”.
Segundo Mantega a
concepção econômica do fundo está quase
concluída. Ele lembrou que o fundo permitirá que se
faça um superávit primário maior, ou seja uma
reserva que poderá ser usada em outros anos. Essa reserva
também permitirá a compra de dólares para
ajustar a política cambial.
“Servirá
também como linha auxiliar das reservas para a aquisição
de dólares”.
Mantega lembrou que os
dólares a serem retirados do mercado e lançados no
fundo também auxiliarão as operações
externas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), para estimular as exportações.
Ele criticou os
analistas que comparam o fundo brasileiro com os de outros países.
“Nosso fundo soberano é diferente. Ele é adequado às
necessidades do Brasil. Não precisa ser igual ao do Kwait, da
Arábia Saudita, que têm outras finalidades”.
Segundo o ministro, o
fundo se justifica porque o país acumulou reservas de US$ 200
bilhões e tem um fluxo financeiro de moeda estrangeira
adequado. Ele esclareceu que o fundo não usará as
reservas internacionais existentes, que continuarão a ser
administradas pelo Banco Central.
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