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Antônio Cruz/ABr
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Brasília - Presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O encontro servirá para que os representantes assinem o tratado de constituição da organização, que existe apenas informalmente
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Brasília - A proposta brasileira
de criar o Conselho Sul-Americano de Defesa será analisada nos
próximos 90 dias por um grupo de trabalho da União de
Nações Sul-Americanas (Unasul). A iniciativa foi
anunciada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, há
pouco, em coletiva no Palácio do Itamaraty.
Na reunião de
cúpula extraordinária da Unasul que ocorre hoje, em
Brasília, o Chile está recebendo da Bolívia a
presidência pró-tempore do órgão.
Bachelet elogiou a
iniciativa brasileira e disse que é necessária a
instalação de uma articulação de
políticas de segurança, mas defendeu que o tema seja
discutido entre todos os países.
Indagada pela imprensa
se a não constituição do conselho já na
reunião de hoje era um fracasso, negou com veemência.
“Fracasso teria sido se os chefes de Estado e de governo decidissem
não trabalhar nisso”.
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou ser normal que qualquer proposta
que envolva vários países seja discutida amplamente.
“Cada vez que discutimos uma proposta de acordo que envolve um ou
mais países, às vezes levamos meses discutindo, e tem
que ser assim até que todos estejam convencidos de que a
proposta é boa para todos os países”.
Lula relatou ainda que
quando pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que percorresse a
América do Sul apresentando a proposta do conselho, levou em
consideração questões de interesse de toda a
região, como a Amazônia e o Mar do Caribe, por exemplo.
“Precisamos ter o nosso setor de defesa pensando conjuntamente
sobre vários desses assuntos, e isso só será
possível se criarmos um instrumento”.
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