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23 de Maio de 2008 - 19h04 - Última modificação em 23 de Maio de 2008 - 19h04


Organização de evento indígena nega compra de arma usada em agressão

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A comissão organizadora do Encontro Xingu Vivo para Sempre divulgou nota hoje (23) afirmando que seus integrantes não compraram armas como podem sugerir imagens veiculadas por emissoras de televisão. Na última terça-feira (20), durante o encontro realizado em Altamira (PA), um engenheiro da Eletrobrás foi esfaqueado por índios.

De acordo com a nota, assinada por 50 entidades, um membro da organização comprou apenas três facões juntamente com outras ferramentas que foram utilizadas na montagem dos acampamentos. A comissão lamenta o episódio e a agressão ao representante da Eletrobrás que fazia uma apresentação acerca dos estudos que estão sendo feitos para aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte.

Ainda segundo a nota, os índios Kayapó sempre carregam facões, bordunas, arcos e flechas quando saem de suas aldeias para participar de eventos. Os facões, mais conhecidos em toda a Amazônia com terçados, foram incorporados pelos Kayapó, especialmente pelas mulheres, como parte do equipamento do dia-a-dia, no manejo das roças e outras atividades.

A comissão organizadora do encontro classificou o episódio envolvendo o representante da Eletrobrás como "um fato lamentável, porém isolado e acidental" e criticou a falta de divulgação das atividades e das discussões do encontro.

"O ato de transformar e divulgar o infeliz incidente ocorrido com o funcionário da Eletrobrás como único destaque do Encontro, exclui o conjunto de reivindicações que as populações indígenas, extrativistas e ribeirinhas, movimentos sociais estão fazendo em relação ao futuro da Bacia do Xingu", diz o comunicado.



 


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