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Brasília - A
comissão organizadora do Encontro Xingu Vivo para Sempre
divulgou nota hoje (23) afirmando que seus integrantes não compraram armas como podem sugerir imagens veiculadas por emissoras de televisão. Na última terça-feira (20), durante o encontro realizado em Altamira (PA), um engenheiro da Eletrobrás foi esfaqueado por índios.
De acordo com a nota, assinada por 50 entidades, um membro da organização comprou apenas três facões juntamente com outras ferramentas que foram utilizadas na montagem dos acampamentos. A comissão lamenta o episódio e a agressão ao representante da Eletrobrás que fazia uma apresentação acerca dos estudos que estão sendo feitos para aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte.
Ainda
segundo a nota, os índios Kayapó sempre carregam facões,
bordunas, arcos e flechas quando saem de suas aldeias para participar
de eventos. Os facões, mais conhecidos em toda a Amazônia
com terçados, foram incorporados pelos Kayapó,
especialmente pelas mulheres, como parte do equipamento do
dia-a-dia, no manejo das roças e outras atividades.
A comissão organizadora do encontro classificou o episódio envolvendo o representante da Eletrobrás como "um fato lamentável, porém isolado e acidental" e criticou a falta de divulgação das atividades e das discussões do encontro.
"O ato de
transformar e divulgar o infeliz incidente ocorrido com o funcionário
da Eletrobrás como único destaque do Encontro, exclui o
conjunto de reivindicações que as populações
indígenas, extrativistas e ribeirinhas, movimentos sociais
estão fazendo em relação ao futuro da Bacia do
Xingu", diz o comunicado.
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