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24 de Maio de 2008 - 18h55 -
Última modificação
em 24 de Maio de 2008 - 18h55
Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano, afirma diretor
Da Agência Brasil
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Garrafas de plástico na prateleira de uma distribuidora de
bebidas. Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de
garrafas PET na embalagem de alimentos, nenhuma empresa obteve licença
para trabalhar nesse mercado
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Brasília - Mais de
um mês após a liberação do uso do plástico
reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens
de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a licença para
trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de Estudos
Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de
crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.
Segundo
a Associação Brasileira da Indústria do PET,
aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado,
deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano
nos aterros e lixões.
Para
Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permite o uso do
PET reciclado para produzir embalagens de alimentos
provavelmente irá aumentar a reciclagem desse material. “A
probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos
catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse
produto”, explicou Bunchast.
Ele
considera a medida “positiva do ponto de vista ambiental e positiva
do ponto de vista da geração de trabalho e renda”.
Porque não só “poupa recursos naturais, mas se torna
um negócio viável para cooperativas de catadores de
materiais recicláveis”.
Bunchast
apontou ainda a importância da Política
Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a
co-responsabilização dos produtores dos materiais na
coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo
o caso das embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e
os copos descartáveis, que não são reciclados
devido aos altos custos para o reaproveitamento.
“Não
se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um
planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na
natureza depois”, ressaltou.
Uma das empresas que
pretende reciclar plástico PET para embalar alimentos, a Bahia
PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento aprovado na
Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira,
explicou que a técnica de reciclagem usada pela empresa
começa com uma lavagem química do material, depois
passa por um processo de fusão a 280º C, para então
ser filtrado.
De acordo
com o diretor, ao final do processo, o material está “tão
descontaminado quanto o material virgem”. Uma garrafa PET de
plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita
com outro tipo de matéria-prima.
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