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Brasília - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse
hoje (23) que a crise do país com a Colômbia está em um momento crítico e que
não há perspectivas de retomada das relações diplomáticas entre os dois países,
rompidas desde março, quando o Exército colombiano atacou acampamento das
Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território equatoriano.
“É uma situação muito deplorável, estamos em
um ponto morto. É uma situação crítica eu diria”, afirmou em coletiva à
imprensa após reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas
(Unasul).
Correa disse que há interesse na
reaproximação diplomáticas com o país vizinho, mas acusou o governo colombiano
de fazer uma campanha midiática contra o Equador. Segundo ele, as relações só
serão retomadas quando forem suspensas as acusações do país vizinho.
“Todos queremos que se estabeleçam as
relações diplomáticas bilaterais o mais rápido possível, mas com justiça, com
dignidade, com comportamentos que nos permitam conviver, civilizadamente,
dentro do direito”, afirmou. “Enquanto continuarem os ataques do governo
colombiano, enquanto esta campanha midiática prossegue e a calúnia de que
ordenei minhas forças armadas a não perseguir as Farc, que o Equador abriga
terroristas, será muito difícil normalizar essa relações”, ressaltou.
Correa não quis comentar as investigações da Interpol,
que confirmaram a autenticidade de arquivos encontrados no computador do
líder das Farc Raul Reyes, morto durante o ataque colombiano, que
vinculavam Equador e Venezuela à Farc. Apenas ironizou: “Sugiro que investiguem
a narcopolítica e a parapolítica que lamentavelmente ocorre na Colômbia”.
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