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Brasília - O autor da proposta de
emenda à Constituição (PEC) que proíbe a
contratação para cargos em comissão na
administração pública de parentes, até o
terceiro grau, de autoridades do Executivo, do Legislativo e do
Judiciário, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), admite
que a matéria não será aprovada com facilidade
pelo Plenário do Senado.
A matéria foi
aprovada esta semana na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), e se aprovada pelos senadores, vai para
apreciação da Câmara dos Deputados.
"Todo mundo
discursa contra, mas na hora de votar é uma complicação.
Vou ter que ficar vigilante. Agora, a única forma de não
se votar é engavetá-la", afirmou Demóstenes
Torres.
Ele reconhece que o
assunto (nepotismo) é
tratado "com muita vergonha" pelos seus colegas. Demóstenes
ressaltou, entretanto, que "o Congresso não terá
mais como fugir".
A PEC, que ficou cinco
anos na CCJ, proíbe a contratação em cargo de
comissão de cônjuge, companheiro ou parente por
consagüinidade até o terceiro de grau de presidente,
vice-presidente, ministros, governadores, vice-governadores,
secretários estaduais, prefeitos ou secretários
municipais, nas administrações direta, indireta ou
fundações do Executivo.
A legislação
proíbe o apadrinhamento de parentes de presidentes,
vice-presidentes, diretores de autarquias, fundações,
empresas públicas ou sociedade de economia mista, nas empresas
de atuação das respectivas autoridades públicas.
No Legislativo, a
proposta abrange parentes de vereadores, deputados distritais,
deputados estaduais, deputados federais e senadores.
Os ministros e
conselheiros dos tribunais de Conta das três esferas do poder
público também entram na lista de proibições
de parentes para cargos em comissão.
A medida é
extensiva, ainda, à Advocacia-Geral da União, à
Procuradoria-Geral dos estados e do Distrito Federal e à
Defensoria Geral dos estados e da União.
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