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Brasília - Apesar de o combate ao uso da mão-de-obra escrava
obter resultados positivos – após três anos do Pacto
Nacional Contra o Trabalho Escravo –, a falta de leis específicas
para punição dos acusados é
apontado pelo diretor da organização não-governamental
(ONG) Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, como um dos entraves
na luta contra o trabalho escravo no Brasil.
Sakamoto afirma que
medidas como a aplicação de multas têm sido
eficientes, pois reduzem os lucros daqueles que praticam a
escravidão. No entanto, são poucos os caso em que
fazendeiros flagrados cometendo a prática do trabalho escravo são presos pelo crime.
Um exemplo do descaso,
é o fato de a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438,
apelidada de PEC do Trabalho Escravo, estamitar no Congresso
há mais de dez anos. Entre as alterações
propostas pela norma está o confisco das terras em que forem constatadas mão-de-obras
escrava.
Para Sakamoto, a
aprovação da PEC não acabaria com o problema,
mas poderia ser um marco histórico para o país. "A norma tem
um potencial muito grande. É claro que não vai
acabar com o trabalho escravo no Brasil, mas vai criar um elemento
muito forte que fará as pessoas pensarem duas vezes antes de
praticar esse crime", disse.
O diretor das ONG
Repórter Brasil acrescenta que a PEC vai subssidiar a argumentação jurídica no combate a esse tipo de crime mas, por outro lado, não terá
eficácia sem que a Justiça seja mais ágil. "A
condenação por trabalho escravo é muito
complicada, muito lenta", justificou.
De acordo com Sakamoto,
a PEC do Trabalho Escravo altera um um artigo que já prevê
o confisco de terras onde for encontrado produção de
drogas. "Já há a perda de terra por plantação
de maconha. Foi proposta a alteração para que essa
punição se estendesse também à prática de
trabalho escravo", completou.
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