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Manaus (AM) - A Polícia
Federal (PF) começa a analisar hoje (23), em Manaus, os
documentos e computadores apreendidos pela Operação
Vorax no Amazonas. Também foram recolhidos e estão sob
a guarda da PF 12 veículos, duas lanchas, cheques, jóias
e mais de R$ 6,8 milhões em espécie. Um novo pedido de
prisão do prefeito Adail Pinheiro pode ser feito nos próximos
dias.
A Operação
Vorax foi deflagrada em Coari (a 363 quilômetros de Manaus) e
desarticulou, na última terça-feira (20), uma quadrilha
que praticava esquemas de fraudes em licitações, desvio
de verbas, crimes contra a administração pública
e sonegação de impostos no município.
De acordo com as
investigações, estima-se o envolvimento de 150 pessoas
- entre funcionários públicos e empresários –
que teriam sonegado mais de R$ 30 milhões em impostos nos
últimos cinco anos.
Por causa da operação,
23 mandados de prisão foram emitidos pela Polícia
Federal, mas o do prefeito Adail Pinheiro - tido pela polícia
como chefe da quadrilha - foi negado. Entre os presos estão o
secretário de Obras, Paulo Bonilha e a secretária de
Finanças do município, Romy Cineide Gomes.
Segundo as
informações divulgadas pela PF no Amazonas, as
irregularidades foram praticadas entre 2001 e 2006 e constatadas a
partir de denúncias apresentadas pelo senador Jefferson Peres
(PDT-AM) e pelo deputado Francisco Praciano (PT-AM).
Podem ter sido
registrados no período mais de R$ 7 milhões em
prejuízos aos cofres públicos, dos quais mais de R$ 3,1
milhões foram em recursos federais e R$ 3,8 milhões em
receitas de royalties, também.
A matéria foi alterada
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