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23 de Maio de 2008 - 09h03 - Última modificação em 23 de Maio de 2008 - 15h02


Polícia Federal começa a analisar material apreendido na Operação Vorax

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus (AM) - A Polícia Federal (PF) começa a analisar hoje (23), em Manaus, os documentos e computadores apreendidos pela Operação Vorax no Amazonas. Também foram recolhidos e estão sob a guarda da PF 12 veículos, duas lanchas, cheques, jóias e mais de R$ 6,8 milhões em espécie. Um novo pedido de prisão do prefeito Adail Pinheiro pode ser feito nos próximos dias.

A Operação Vorax foi deflagrada em Coari (a 363 quilômetros de Manaus) e desarticulou, na última terça-feira (20), uma quadrilha que praticava esquemas de fraudes em licitações, desvio de verbas, crimes contra a administração pública e sonegação de impostos no município.

De acordo com as investigações, estima-se o envolvimento de 150 pessoas - entre funcionários públicos e empresários – que teriam sonegado mais de R$ 30 milhões em impostos nos últimos cinco anos.

Por causa da operação, 23 mandados de prisão foram emitidos pela Polícia Federal, mas o do prefeito Adail Pinheiro - tido pela polícia como chefe da quadrilha - foi negado. Entre os presos estão o secretário de Obras, Paulo Bonilha e a secretária de Finanças do município, Romy Cineide Gomes.

Segundo as informações divulgadas pela PF no Amazonas, as irregularidades foram praticadas entre 2001 e 2006 e constatadas a partir de denúncias apresentadas pelo senador Jefferson Peres (PDT-AM) e pelo deputado Francisco Praciano (PT-AM).

Podem ter sido registrados no período mais de R$ 7 milhões em prejuízos aos cofres públicos, dos quais mais de R$ 3,1 milhões foram em recursos federais e R$ 3,8 milhões em receitas de royalties, também.



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