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José Cruz/ABr
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Brasília - Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, dá entrevista depois da reunião da União de Nações Sul-Americanas
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Brasília - A Colômbia se recusa a integrar, por enquanto, o Conselho Sul-Americano de Defesa proposto pelo governo brasileiro. Em coletiva de imprensa, no Itamaraty, o presidente colombiano Álvaro Uribe contou que deixou clara sua posição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião extraordinário de chefes de estado e de governo da União de Nações Sul-americanas (Unasul), hoje (23). Os dois presidentes também conversaram durante almoço no Itamaraty.
“Temos um problema de terrorismo muito grave que tem gerado dificuldades políticas com alguns governos de povos irmãos que espero que sejam superados”, disse Uribe à imprensa.
Ele explicou que a resistência colombiana não se deve a outros países ou pessoas do conselho – como o presidente venezuelano Hugo Chávez. Mas a diferentes posicionamentos, dentro da região, quanto à atuação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “O tema não é de pessoas. Algo deve ser ensinado pelo debate, que é o respeito às pessoas”
A Colômbia classifica o grupo como terrorista. Chávez, por sua vez, fez um apelo ao continente para que reconheça a guerrilha como força beligerante. O próprio Brasil não reconhece as Farc como terroristas pois segue classificação da Organização das Nações Unidas (ONU), pela qual o único grupo definido como terrorista, no mundo, é a Al Qaeda.
Uribe negou, no entanto, que a adesão da Colômbia ao conselho dependa do reconhecimento, pelos demais países, das Farc como grupo terrorista. “É um ponto de reflexão ao diálogo. A Colômbia não é um país de imposição, mas sim de persuasão”, disse.
Apesar das divergências, Uribe disse que a Colômbia participará do grupo de trabalho, criado hoje (23) pela Unasul para analisar a proposta brasileira de criação do Conselho de Defesa. O grupo, integrado pelas 12 nações da Unasul, deverá apresentar um projeto final para o órgão regional de Defesa em 90 dias.
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